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Chamaram-lhe Piquinho

2020-01-13

OPINIÃO/CRÓNICA

Chamaram-lhe Piquinho
por Christophe Kerbourch  

Acordei numa pressa, embora calmo e no meu mundo como sou. Viajando pelos meus pensamentos e projetos que quero fazer acontecer. Fiz o habitual daquilo que me alegra logo de manhã, sim, fiz os dois copos com água e limão. A Sofia fez aveia e isso é o princípio para qualquer dia feliz. Mas na realidade não foi disto que vim falar, não do meu pequeno almoço.

Continuou o dia, fomos até à Casa da Montanha, numa alegria enorme, pois a mistura de energias das pessoas, melhor dito destes artistas com quem estou a trabalhar e interligado é simplesmente indescritível. A aveia, o sumo de limão, a ida até à Casa da Montanha - senti logo que o dia ia ser, aliás só podia ser maravilhoso, nem faria sentido se fosse de outra forma.

Subimos até à Furna do Abrigo e eu fiquei simplesmente encantado, era tão lindo. Bebi água e desci para o local que seria o meu palco. Fizemos a nossa atuação e senti-me realizado. Não só pelas fotos ou vídeos que viriam a surgir, mas pela partilha que o saxofonista Luís Senra aceitou ter comigo e a bailarina Sofia Santos.Depois da atuação subimos ao Pico com guia Nuno Gonçalves da AtiPICO. Se pudesse dar-lhe estrelas dava-lhe 20 de 1 a 5. A forma como nos levou até ao topo foi só algo incrível. 

Admito que por momentos na minha subida precisei de parar, não pelo cansaço mas sim pelo agradecimento enorme que existia dentro de mim para com o Terry Costa e a MiratecArts, porque querendo ou não, ele trouxe-me cá, desafiou-me e esta experiência que é única. Tanto que quando cheguei ao topo, quando cheguei ao Piquinho, engraçado chamarem-lhe esse nome e depois vir eu e fazer uma chama pequenina, pois ele deve cuspir melhor fogo do que eu sem dúvida alguma, tão grandes e tão pequenos era o meu pensamento.Mas bem, continuando, estavam 2 graus centígrados e o ventos que batia em nós deveria ter talvez -6 ou -7 graus centígrados. 

As minhas mãos congelaram, doíam, senti vontade de chorar, a dor era aguda devido ao vento. Mas sabia que oportunidades como esta só existem uma na vida. É a verdade, quem me garante que eu amanhã não sou atropelado. E de certeza que para comigo não irei levar nem os amigos, nem o dinheiro, nem a família, mas sim as minhas histórias e memórias. Assim que me foquei nisso, levantei-me. Fui até o sítio onde ia cuspir fogo. Despi-me. Sim, eu despi-me naquele frio enorme que ali estava, assim ficando em tronco nu. Acendi a tocha e cuspi fogo, cuspi fogo 4 vezes mais precisamente.

Depois viemos embora, e no caminho de volta, a minha mente, o meu cérebro, o que está cá dentro que me faz mexer, pensar e sentir, só me dizia que eu tinha sorte, que já tinha cuspido fogo e feito a minha tarefa e comecei a olhar à volta e via caras na lava, via animais, via amor, via tudo nos desenhos da lava com plantas e sem plantas. Assim foi a minha descida ao Pico. Talvez a minha maior questão nisso é então e agora o que irei fazer com o que vi. Ou talvez seja isso que se perguntai, pois eu sei o que vou fazer... 

foto: Austeja Lui


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